29 de novembro de 2009

Ensaio de despedida.

Meu coração não quer deixar você ir...
E as lembranças, mesmo muitas,
São poucas. Quero você aqui.

Não consigo aceitar que esse seja o fim das histórias que podemos escrever. I
sso é o que mais dói.

Quero rir mais, ouvir outras das suas histórias, ou as mesmas, muitas outras vezes. Quero bagunçar o seu cabelo, ouvir você rir, ouvir você pedindo que Deus me abençoe quando eu for embora. Preciso ver seu sorriso quando eu chegar.

Te ligar para contar de São Paulo, do trabalho, do André, tudo de novo. Ouvir você dizer como está quente em Ponte Nova, e como eu faço falta, como é ruim a saudade, e como dói a distância.

E você termina contando como reza por mim toda noite, como me ama e como espera conhecer o tataraneto, que está demorando.

Mas para mim isso nunca ia terminar.
Afinal de contas você é bisavô e bisavós são heróis.

Eu ainda tenho ela, linda, pequenina e agora triste, mas dando conta de tudo do mesmo jeito. Agora estou longe, mas nos dois dias em que fui me despedir de você a beijei como nunca. Os beijos que eram divididos entre vocês dois agora vão todos pra ela. Sei que não vai se importar, muito pelo contrário. Mas vamos precisar de você por perto, pra tirar aqueles pensamentos e as dores de dentro dela, as coisas que ela não divide. Você já deve estar cuidando disso...

Agora eu choro. Parece até que a felicidade nunca mais vai ser a mesma. Mas você me fez mais feliz por 26 anos. Só posso agradecer.
E deixar mais uma vez registrado que TE AMO, indiscritivelmente, e que todo mundo deveria ter bisavós... PRA SEMPRE.

25 de novembro de 2009

O porquê dos dois buquês...

Sei que estou devendo atualizações e ontem recebi um comentário pedindo...

Então resolvi contar o que ainda não contei do casamento e começar a contar pérolas da vida de casada, que pode ser mais divertida do que você pode imaginar!


Vou começar justificando os dois buquês. E olha, isso pode acontecer com qq um, vale até começar a pensar nisso porque na hora você tem que praticar o DESAPEGO.


Queria um buquê de callas vinhos com orquídeas (minha flor favorita) em tons sobrepostos. Era isso e ponto final. Um dia antes do casamento, à tarde, recebi um telefonema da decoradora dizendo que não chegaram em Belo Horizonte callas na minha cor, mas que chegaram lindas hortências em azul claro e lilás.


Primeiro desapego: aceitar as hortências.


Tudo bem, pode não ser tão ruim assim, vai; A verdade é que você sabe que tanta coisa pior poderia dar errado que um buquê se torna o menor dos seus problemas.


No sábado (o dia!) pedi para receber o buquê no salão para me apaixonar por ele - ao menos tentar - antes do momento mais emocionante. Funciona mais ou menos como a necessidade de se sentir confortável com o sapato, sabe?


E o buquê chegou. Lindo. Como vcs podem ver na foto do post dos dois buquês. Preso na haste em que eu seguraria estava o o terço do meu avô por parte de pai, que havia falecido no início da semana... uma forma de tê-lo comigo de alguma forma, de imaginar fortemente que era isso que ele ia querer de mim se pudesse me dizer alguma coisa.


Mas ele murchou. Segundo desapego.


E eu só notei que meu buquê não poderia entrar para altar nenhum quando a cerimonialista se admirou com seu estado ao me ver com ele pela janela do carro na porta do salão.


Na hora minha primeira reação foi: vou sem buquê.


E quem me conhece sabe que isso é muito muito estranho, porque a vida TEM que ter um DRAMA. ahahaha


Até elas aparecerem com um buquê de orquideas amarelas, que era o que eu jogaria, mais caprichado do que a média dos buquês de flor do campo que se costumam jogar (porque os anjos da guarda se encarregam dessas coisas). Começaram a trocar o terço de buquê. E eu fui.


Fui como vai uma menina apaixonada ao encontro de seu amor. Como vai uma namorada esperar o namorado no aeroporto depois de um longo ou curto tempo de distância. Como vão os sonhadores para uma viagem que promete ser inesquecível. Como vão as noivas para o altar.


Sabe de uma coisa: acho que nem o meu buquê é capaz de aceitar ser um buquê como qualquer lindo outro... Sabe de outra coisa: sempre soube que me casaria com as arquídeas.

Momento Audrey Hepburn



I did!!!