25 de novembro de 2009

O porquê dos dois buquês...

Sei que estou devendo atualizações e ontem recebi um comentário pedindo...

Então resolvi contar o que ainda não contei do casamento e começar a contar pérolas da vida de casada, que pode ser mais divertida do que você pode imaginar!


Vou começar justificando os dois buquês. E olha, isso pode acontecer com qq um, vale até começar a pensar nisso porque na hora você tem que praticar o DESAPEGO.


Queria um buquê de callas vinhos com orquídeas (minha flor favorita) em tons sobrepostos. Era isso e ponto final. Um dia antes do casamento, à tarde, recebi um telefonema da decoradora dizendo que não chegaram em Belo Horizonte callas na minha cor, mas que chegaram lindas hortências em azul claro e lilás.


Primeiro desapego: aceitar as hortências.


Tudo bem, pode não ser tão ruim assim, vai; A verdade é que você sabe que tanta coisa pior poderia dar errado que um buquê se torna o menor dos seus problemas.


No sábado (o dia!) pedi para receber o buquê no salão para me apaixonar por ele - ao menos tentar - antes do momento mais emocionante. Funciona mais ou menos como a necessidade de se sentir confortável com o sapato, sabe?


E o buquê chegou. Lindo. Como vcs podem ver na foto do post dos dois buquês. Preso na haste em que eu seguraria estava o o terço do meu avô por parte de pai, que havia falecido no início da semana... uma forma de tê-lo comigo de alguma forma, de imaginar fortemente que era isso que ele ia querer de mim se pudesse me dizer alguma coisa.


Mas ele murchou. Segundo desapego.


E eu só notei que meu buquê não poderia entrar para altar nenhum quando a cerimonialista se admirou com seu estado ao me ver com ele pela janela do carro na porta do salão.


Na hora minha primeira reação foi: vou sem buquê.


E quem me conhece sabe que isso é muito muito estranho, porque a vida TEM que ter um DRAMA. ahahaha


Até elas aparecerem com um buquê de orquideas amarelas, que era o que eu jogaria, mais caprichado do que a média dos buquês de flor do campo que se costumam jogar (porque os anjos da guarda se encarregam dessas coisas). Começaram a trocar o terço de buquê. E eu fui.


Fui como vai uma menina apaixonada ao encontro de seu amor. Como vai uma namorada esperar o namorado no aeroporto depois de um longo ou curto tempo de distância. Como vão os sonhadores para uma viagem que promete ser inesquecível. Como vão as noivas para o altar.


Sabe de uma coisa: acho que nem o meu buquê é capaz de aceitar ser um buquê como qualquer lindo outro... Sabe de outra coisa: sempre soube que me casaria com as arquídeas.

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