31 de maio de 2010

O ACASO OU AS COINCIDÊNCIAS...


Ainda não sei se a vida é uma sequência de acasos que se encaixam perfeitamente e parecem portanto uma programação "divina" otimizada entre o tempo e os momentos de cada um de nós.


Ou se a vida é mesmo uma seqûência de cartas marcadas, um jogo praticamente já jogado, em que coincidências de fato não existem e a possível existência do acaso só faz apimentar a vida mundana para que as coisas pareçam de fato dependentes de nós, consequentes de nós, mas não o são.


Não sei ainda se a vida é mix das possibilidades acima.


Ou se é outra coisa qualquer que pensando sobre as possibilidades acima, ainda não tive tempo ou oportunidade de notar.


Não sei qual é a da vida. A minha, e a de mais ninguém. A cada momento abraço a teoria mais apropriada e sigo em frente tentando acreditar que pode fazer algum sentido. Mas de verdade. 'Não tenho as respostas e tenho a consciência de que pro meu nível de reflexão sobre o assunto. Nunca terei.


Por isso leio o horóscopo do mês (de preferência Susan Miller - que há pouco foi me apresentada - um achado essa mulher); rezo quando não estou cansada demais e durmo antes; acredito na reencarnação porque acredito mesmo que não pode acabar por aqui e não pode ter começado aqui - aí sim as coisas fariam muito menos sentido; e procuro ser para as pessoas aquilo que eu queria que as pessoas fossem pra mim (um sorriso, um olhar doce, uma palavra inspiradora, às vezes um puxão de orelha, às vezes um desabafo - e claro, às vezes faço tudo errado - como qualquer pessoa); e no fim, peço todo dia, pra quem quer que seja e pra ninguém talvez, por saúde àqueles que amo, por mais um dia com aqueles que amo, por sorte.


É. Eu peço por sorte. Porque independente das minhas teorias, dos meus esforços, dos meus pedidos serem ou não ouvidos, e da real explicação da existência, se eu tiver sorte, ainda posso ser feliz.

Todo dia.