8 de fevereiro de 2012

Para fazer primavera

Hoje acordei com uma música do meu avô, Pedro, meu poeta e músico predileto.

Para fazer primavera

"Deixa a porta sempre aberta
para os nossos sonhos risonhos.
Feche a porta, vá depressa,
são meus pensamentos tristonhos,
enfadonhos

Deixa a luz do sol entrar pela vidraça
é de graça
Deixa o seu calor queimar o que é feio
sem receio
Deixa a sua cor tingir seu devaneio,
pois por meio quimérico
até a dor pode ser multicor.

Faça cômica a desgraça,
tem caminho curto, pois passa.
Veja a sorte com bravata,
pois tudo que ata, desata.
Na fumaça, jogo o falso, até o nome
Pois ela sobe, sobe e some
Pois ela sobe, sobe e some."

*Imagem da janela retirada do blog infinito particular

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